BDMG Cultural

Ciclo de palestras Mutações chega à reta final

Adauto Novaes é o idealizador do ciclo de palestras

Foto: Élcio Paraíso


Idealizado pelo filósofo e jornalista Adauto Novaes, o Ciclo de Conferências Mutações chega à reta final da sua temporada 2017, com o tema Dissonâncias do Progresso. Os últimos encontros serão nos dias 18 e 23 de outubro, no BDMG Cultural, às 19h. As inscrições para conferências avulsas é de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

As conferências acontecerão no Auditório do BDMG (rua Bernardo Guimarães, 1.600 – Centro), com a participação Franklin Leopoldo e Silva e Renato Lessa. Além de Belo Horizonte, as conferências também acontecem no Rio de Janeiro e em Brasília.

Informações e inscrições no site Mutações

Mutações – Dissonâncias do Progresso é uma realização da Artepensamento, com patrocínio do BDMG Cultural nas itinerâncias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, do BDMG e do Governo de Minas Gerais, e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura/Fundação Municipal de Cultura e Belotur, e da Associação Pró-Cultura Promoção das Artes – APPA e do Institut Français. 

Adauto Novaes sobre as dissonâncias do progresso 

O que é progresso? Para alguns teóricos, apenas uma palavra que não passa de um slogan, um clichê ou, no máximo um mito; pode ser também uma crença, jamais um conceito. Para ganhar estatuto de “conceito” universal, esta palavra busca em outras a legitimidade, para passar de termo relativo a absoluto: progresso e democracia, progresso e liberdade, progresso e desenvolvimento. Até mesmo ações de caráter belicista recorrem à ideia de guerra como movimento indispensável para um futuro de progresso radioso.  

Filósofos brasileiros e franceses reúnem-se, mais uma vez, em torno do conceito de Mutações, desta vez para discutir as dissonâncias do progresso.

Mas, afinal, o que legitima o progresso hoje? A impressionante herança deixada pelas inúmeras formas do progresso da ciência e da técnica é incontestável: o mundo ganhou, mas o mundo perdeu! Transformação radical das ideias de espaço e tempo, avanços na medicina e na biologia que nos preservam de muitos males – progresso com inegáveis e perenes benefícios para a humanidade - mas também, em contrapartida, um progresso que cria rigor, velocidade, precisão da relação do homem com o meio físico, desaparecimento do vago e do lento, hábitos dominados por métodos positivos governados pelas máquinas, modo científico de existência ao qual “os espíritos se acostumam rapidamente, ainda que insensivelmente”, enquanto as relações do homem com o homem permanecem, como observa o poeta e filósofo Paul Valéry, “dominados por um empirismo detestável que evidencia até mesmo, em diversos pontos, uma sensível regressão”.

Se a ciência do Iluminismo permitiu o alargamento da percepção do mundo e da vida ao destruir uma quantidade enorme de certezas, em contrapartida, as idéias de progresso, aliadas à racionalidade técnica, destroem uma das grandes invenções da humanidade – a dúvida – ao recriar e repor o mito da certeza. O mito do progresso é uma dessas novas certezas. Quem, à direita e também em boa parte da esquerda, arrisca-se a ser contra o progresso (ou seus equivalentes: desenvolvimento, crescimento econômico)? Basta ouvir os discursos de políticos, financistas, tecnocratas e até mesmo de intelectuais ilustrados. É a crença de que todos os problemas da humanidade serão resolvidos com o aumento do conhecimento científico. No ensaio O mito moderno do progresso, Jacques Bouveresse nos leva a pensar que a ideia de progresso resume dois dos mais terríveis problemas da atualidade, sintetizados por Georg Von Wright como o mito da autoridade e o império da fala: “um discurso, escreve Bouveresse, que se pode considerar como mais ou menos dispensado da argumentação, que se autolegitima e cujo protótipo é a fala que emana do fundamentalismo religioso ou da ditadura política”.   

Conferencistas e temas  

18/10/2017 - Franklin Leopoldo e Silva - Muitas expectativas, poucas esperanças   

23/10/2017 - Renato Lessa - A vertigem da autonomia: diferenciação e fragmentação na experiência dos humanos

 


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