Música

Prêmio BDMG Instrumental apresenta vencedores da sua 19ª edição

Lucas Telles, Marcela Nunes, Marcus Abjaud e Rafael Martini

Foto: Élcio Paraíso


O último final de semana em Belo Horizonte foi marcado por três dias de música instrumental. Compositores, instrumentistas e arranjadores se revezaram em apresentações inéditas, com temas autorais e arranjos para clássicos da MPB.

Entre os 12 semifinalistas, quatro foram eleitos vencedores pela comissão julgadora, formada pelos músicos Fábio Torres, Déborah Cheyne, Juarez Moreira, Lilian Carmona e Márcia Taborda; pelos jornalistas Daniel Barbosa, Leonardo Lichote, Mariana Peixoto e Paulo Henrique; e pelos representantes do Sesc Guarulhos, André Luis Locateli e Heloisa Waideman Prando.

Os pianistas Marcus Abjaud e Rafael Martini foram premiados mais uma vez. Marcus foi consagrado em 2014, enquanto Rafael repetiu o feito pela terceira vez, em 2004, 2012 e, agora, em 2019. O violonista Lucas Telles também comemorou novamente. O músico foi um dos vencedores em 2013. Já Marcela Nunes, que havia participado da banda de Luísa Mitre, vencedora no ano passado, apresentou  o seu trabalho autoral e foi selecionada.

A decisão do júri não foi fácil, já que a comissão alegou ter sido uma edição disputada. “Interferimos no percurso musical de cada um deles. Não que o prêmio seja tudo na caminhada, mas é um marco muito importante”, explicou o residente da comissão julgadora Fábio Torres. E isso se deve não só a premiação em dinheiro, R$12 mil, mas às apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil em Belo Horizonte (CCBB-BH), e no “Instrumental Sesc Brasil”, projeto do Sesc São Paulo, com a participação de um convidado especial.

Os finalistas também receberam premiação. Caetano Brasil e Grupo e PC Guimarães levaram para casa R$5 mil. O clarinetista de Juiz de Fora, Caetano Brasil, também se destacou como melhor instrumentista, junto com o baterista Felipe Continentino, que receberam cada um R$3 mil.

Entre os arranjos desta edição, a versão de Rafael Martini para “Meditação”, de Tom Jobim e Newton Mendonça, foi escolhida como a melhor do Prêmio BDMG Instrumental.

Entre o pocket show da pianista Luísa Mitre, vencedora do Prêmio Marco Antônio Araújo de melhor CD instrumental, autoral e independente, produzido entre janeiro e dezembro de 2018, e o anúncio dos vencedores, houve uma homenagem a compositora, arranjadora e baterista Daniela Rennó, que nos deixou precocemente no ano passado.

Além de uma das principais instrumentistas e compositoras de Minas Gerais, Daniela foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio BDMG Instrumental.

Agora, os vencedores vão preparar um show autoral, com as composições vencedoras da premiação, para ser apresentado de agosto a novembro. A programação será divulgada em breve.

Conheça os músicos vencedores:

Marcus Abjaud (piano)

Marcus Abjaud é um experiente músico belo-horizontino, veterano no Prêmio BDMG Instrumental e um dos vencedores da sua 14ª edição. Já acompanhou desde artistas como Victor e Léo, Eduardo Costa e Paula Fernandes a músicos de renome internacional, como Léo Gandelman, Mike Moreno e Toninho Horta. Ao lado de sua atuação como produtor musical, Abjaud se dedica ao projeto Religare, com o guitarrista Matheus Barbosa, além de trabalhos com o cantor Wilson Sideral e o cantor Eli Soares.

Marcela Nunes (flauta transversal)

Única mulher entre os selecionados do 19º Prêmio BDMG Instrumental, Marcela Nunes é bacharel em flauta transversal e mestre em performance musical pela UFMG. Atuou como instrumentista, compositora, arranjadora e diretora musical do CD Em Casa, parceria com Renato Muringa. Natural de Belo Horizonte, participou do Jovem Músico e Jovem Instrumentista BDMG; foi premiada, em 2013, com o Prêmio Funarte de Concertos Didáticos, e foi finalista do 8º Prêmio Nabor Pires Camargo. Atualmente, integra o grupo Choro Nosso.

Lucas Telles (violão)

O bacharel e mestre em música pela UFMG é veterano no Prêmio BDMG Instrumental, consagrado em 2013. Especialista quando o assunto é Radamés Gnattali, Lucas Telles atua como professor da UFOP, onde também coordena a Orquestra de Violões. Foi premiado no projeto "Novas 3" de composição para violão solo e classificou-se em 3º lugar no concurso de composição do 1º Festival do Choro Novo. O belo-horizontino se apresentou no Reencontres internationales de la guitare de Antony, na França, e possui dois CDs gravados com o grupo Toca de Tatu, do qual é integrante e um dos fundadores. Suas composições já foram interpretadas por Giselle Couto e Deh Mussulini. Tocou ao lado de Cristóvão Bastos, Toninho Carrasqueira, Nailor Proveta, Zé Nogueira, Célio Balona, entre outros.

Rafael Martini (piano e synth)

O músico foi vencedor do Prêmio BDMG Instrumental em 2004 e 2012, além de ter vencido o Prêmio Marco Antônio Araújo, com o CD Motivo. Ainda falando sobre conquistas, Rafael venceu em primeiro lugar o 1º Guarulhos Instrumental e se destacou pelo melhor arranjo, além de ter sido finalista do IBEU de composição para Big Band. Como arranjador e instrumentista, atua ao lado de Sérgio Santos, Silvia Iriondo, Mônica Salmaso, Tatiana Parra e Antonio Loureiro. O belo-horizontino possui CD com a Orquestra Sinfônica da Venezuela, Suíte Onírica, entre outros dois discos lançados. Atualmente, realiza concertos como integrante do Egberto Gismonti Quarteto.

 

 


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